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14 de abril de 2014

Diagnóstico precoce é falho em câncer de esôfago, 6º tipo mais incidente em homens

Para Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED) faltam políticas públicas para conscientizar a população

A Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED) chama a atenção para o diagnóstico precoce do câncer de esôfago, doença silenciosa e está em 6º lugar das doenças mais frequentes em homens e ocupa o 15º quando se trata de mulheres, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Segundo o endoscopista, Gustavo Andrade de Paulo, diretor da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED), faltam políticas públicas para esse tipo de enfermidade que é silenciosa. “Quando há fator de risco, a endoscopia digestiva deve ser realizada porque se o paciente só fizer o exame quando estiver com sintomas, pode ser tarde demais.”

O principal sintoma dos pacientes com suspeita de câncer de esôfago é a dificuldade de ingerir os alimentos. “Dor ao engolir, emagrecimento, tosse, pneumonia por refluxo e rouquidão são alguns indícios da doença” explica De Paulo. Segundo ele, os maus hábitos também influenciam alguns indivíduos a desenvolverem a doença. “Hábitos como fumar e ingerir bebidas alcoólicas podem causar o câncer de esôfago. Como também pessoas que tem por costume ingerir frequentemente líquidos quentes aumentam a chance de desenvolver o mal” finaliza.

Responsável por 96% dos casos, o tipo de câncer de esôfago mais comum é o carcinoma epidermoide escamoso. As estimativas do Inca apontam que só em 2014 serão diagnosticados 10.780 novos casos da doença no Brasil, sendo 8.010 homens e 2.770 mulheres. O esôfago é a porção do sistema digestivo que conduz o alimento da boca ao estomago.

Como diagnosticar
O diagnóstico da doença é realizado por meio da endoscopia digestiva, exame de imagem que investiga o interior do tubo digestivo, realizando biópsias que confirmam diagnóstico. Segundo De Paulo, é necessário realizar o exame a partir dos 40 anos em fumantes ou em pessoas que ingerem bebidas alcoólicas com frequência. Para quem já teve casos na família, é necessário realizar o procedimento 10 anos antes da idade em que foi descoberta a doença no parente.

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